Voz Passiva
Na
língua portuguesa há duas construções para a voz passiva, analítica (com verbo
auxiliar) e pronominal (com a palavra "se" em função especial).
Na voz passiva analítica, o predicado é
uma locução
verbal composta de um verbo auxiliar, como
"ser", e do o particípio de um verbo transitivo. Nesse caso, a
entidade que seria o objeto direto deste verbo na voz ativa passa a ser o
sujeito do verbo "ser"; e o sujeito da voz ativa passa a ser um
complemento verbal (o agente da
passiva), ligado ao verbo com a preposição "por". Assim, por
exemplo, na frase "o rato foi mordido pelo gato", "o rato"
é o sujeito, enquanto que "o gato" é o agente da passiva.
A voz passiva pronominal é
superficialmente similar à voz ativa reflexiva, com um predicado formado por um
verbo transitivo na terceira pessoa, e com um pronome oblíquo reflexivo
"se" na aparente função gramatical de objeto. Porém, nesta voz, o
sujeito do verbo é a entidade que seria objeto na voz ativa; e o pronome
oblíquo, em vez de se referir a esse sujeito, refere-se a uma entidade
indeterminada, que seria o sujeito do verbo na voz ativa. Por exemplo, a frase "aluga-se
barcos" equivalem à voz passiva analítica "barcos são alugados",
e à voz ativa "alguém aluga barcos". A palavra "se", nesta
função, é chamada de "partícula apassivadora" ou "pronome
apassivador".
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